CAPÍTULO 100 — O QUARTO LIVRO TERMINA, MAS A HISTÓRIA CONTINUA

Da memória dos primeiros passos à preparação para uma nova etapa da Igreja Apoio aos Soldados Feridos de Jesus Cristo

“Até aqui nos ajudou o Senhor.”
1 Samuel 7:12

A história que chega agora ao centésimo capítulo não começou em uma sede pronta. Ela começou com passos pequenos, espaços improvisados e pessoas dispostas a servir. Na memória de Ivanildo e Rosinete, os primeiros dias da Igreja Apoio aos Soldados Feridos de Jesus Cristo são lembrados por acontecimentos simples que passaram a fazer parte da identidade dessa caminhada.

Entre essas lembranças estão os três cultos realizados na barraca da vizinha Sueli. Depois, o corredor da antiga lavanderia da Missionária Rosinete tornou-se o primeiro local de reuniões. Não eram espaços preparados para representar uma grande estrutura. Eram os lugares disponíveis naquele começo, e foi ali que a comunidade pôde se reunir e seguir adiante.

Da barraca aos primeiros espaços de reunião

A memória daqueles primeiros tempos também guarda as doze cadeiras escolares doadas pelo Pastor Wesley, da Igreja Rocha Eterna. Guarda os bancos construídos com madeira reaproveitada e a mesa antiga transformada em púlpito. Mais tarde, o Tio Paulo confeccionou o primeiro púlpito de madeira, que também passou a fazer parte da história material da igreja.

Houve cultos realizados debaixo do céu, quando ainda não existia cobertura. Quando a chuva chegava, era preciso correr para o corredor e continuar a partir das condições disponíveis. A construção do primeiro altar e a dedicação dos primeiros cooperadores completam parte dessa memória dos começos.

Esses fatos são importantes porque mostram como os primeiros encontros aconteceram na prática. Não havia ainda uma sede terminada e pronta para receber tudo o que a igreja viria a realizar. Havia pessoas, reuniões, recursos limitados e a disposição de continuar. Cada cadeira, cada banco e cada espaço utilizado pertence à história porque ajudou a tornar possíveis aqueles primeiros passos.

A sede continuava em construção, mas a caminhada prosseguia

Ao chegar ao encerramento deste volume, é necessário registrar uma realidade sem confusão: a primeira sede da Igreja Apoio aos Soldados Feridos de Jesus Cristo continua em construção. Nunca houve uma inauguração oficial da sede no período descrito neste relato.

Enquanto a construção física permanecia em andamento, a igreja continuou trabalhando, adorando, evangelizando, discipulando e servindo ao Senhor. A vida da comunidade não ficou suspensa à espera de um prédio concluído. A construção material e a continuidade da missão estão relacionadas, mas não são a mesma coisa; por isso, esta biografia não deve apresentar a sede como inaugurada nem tratar a obra espiritual como se tivesse parado.

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”
Salmos 127:1

O estado da construção deve permanecer registrado com precisão. O que está descrito aqui é uma sede ainda em construção e uma comunidade que continuou sua caminhada. Essa informação é parte da história, não um detalhe a ser escondido ou alterado para produzir um encerramento mais acabado do que os fatos permitem.

As pessoas que fizeram parte dos primeiros dias

Este capítulo também guarda os nomes de pessoas que participaram, de diferentes formas, dos primeiros passos. A memória da igreja inclui o Pastor Ivanildo e a Missionária Rosinete, o filho Ismael, o irmão Ivan, o vizinho Erli, o Pastor Wesley, que doou as primeiras cadeiras, e o Tio Paulo, que confeccionou o primeiro púlpito de madeira. Inclui ainda os irmãos e as irmãs que contribuíram com trabalho, oração, dedicação e amor.

As contribuições não foram todas iguais. Algumas pessoas ajudaram com objetos necessários; outras participaram do trabalho e da vida comunitária. O registro deve reconhecer cada contribuição conforme as lembranças e os documentos disponíveis, sem atribuir a ninguém uma função que não esteja confirmada. Preservar os nomes e suas participações é uma forma de manter a história ligada às pessoas que a viveram.

A trajetória não pertence apenas aos fundadores considerados individualmente. Ela também é composta pelas pessoas que estiveram presentes e ajudaram, de diferentes maneiras, a sustentar os primeiros passos. Guardar esses nomes é preservar uma dimensão essencial da memória coletiva da igreja.

Guardar os registros para as próximas gerações

Este volume reúne a história do nascimento e dos primeiros anos da Igreja Apoio aos Soldados Feridos de Jesus Cristo, desde os três cultos na barraca da Sueli até as etapas iniciais da construção da primeira sede. A narrativa foi organizada com base em lembranças, fotografias, vídeos, documentos e testemunhos preservados pelos fundadores e pelos primeiros participantes. Quando novos registros forem encontrados, poderão ajudar a conferir e ampliar essa memória.

Para preservar visualmente essa etapa, poderão ser reunidos no acervo: fotografias dos três primeiros cultos na barraca da Sueli; registros do corredor da antiga lavanderia da Missionária Rosinete; imagens das cadeiras doadas pelo Pastor Wesley; fotografias dos bancos de madeira reaproveitada; imagens da mesa usada como primeiro púlpito e do púlpito confeccionado pelo Tio Paulo; fotografias da construção da primeira sede em suas diferentes etapas; registros dos cultos realizados a céu aberto; imagens dos primeiros cooperadores e membros; e documentos, convites, anotações e outros materiais relacionados ao início da igreja.

A identificação dos materiais deverá respeitar os nomes, lugares e datas que puderem ser confirmados. Quando uma data ou identificação não estiver disponível, ela não deverá ser inventada. O acervo pode crescer com novas descobertas, desde que cada peça seja preservada com cuidado e descrita de acordo com o que realmente se conhece.

A passagem para o Livro 5 — A Consolidação da Igreja

O encerramento deste quarto livro não declara que a construção terminou, nem que a história chegou ao fim. Ele registra o limite desta etapa e prepara o olhar para aquilo que vem depois. Os primeiros espaços, os cultos sob condições simples, as doações, os primeiros cooperadores e a construção ainda em andamento ficam guardados como parte do percurso já narrado.

O Livro 5 — A Consolidação da Igreja seguirá a cronologia para contar a etapa seguinte: a vida comunitária, as responsabilidades que surgiram, as formas de organização, o cuidado pastoral, o ensino, o serviço e os acontecimentos que marcaram a continuidade da igreja. Esse próximo volume deverá se apoiar nos fatos, nas lembranças e nos registros correspondentes à fase da consolidação, sem repetir o que já foi contado e sem antecipar decisões, datas ou resultados que ainda não estejam confirmados.

A consolidação da igreja também não deverá ser confundida com a conclusão da construção física. Como este capítulo registra, a primeira sede continua em construção e não houve inauguração oficial no período aqui descrito. O livro seguinte deverá respeitar essa realidade e apresentar cada acontecimento na etapa a que realmente pertence.

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.”
Hebreus 13:8

Assim, o quarto livro termina, mas a história continua. A memória dos primeiros passos permanece ligada aos nomes, aos lugares, aos objetos e às pessoas que fizeram parte deles. O próximo volume avançará para a consolidação da igreja, preservando a cronologia e a verdade dos acontecimentos. O que foi vivido merece ser contado; o que ainda precisa ser confirmado deve permanecer em aberto até que os registros ou as lembranças permitam esclarecê-lo.

A próxima etapa começa com a mesma responsabilidade: preservar a história real da Igreja Apoio aos Soldados Feridos de Jesus Cristo e registrar como sua caminhada continuou.